Supply Chain Management – Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos

Um dos objetivos da SCM é sincronizar as necessidades dos clientes com os fluxos

Objetivo da SCM (“supply chain management”, gerenciamento da cadeia de suprimentos) é sincronizar as necessidades do cliente com o fluxo de materiais dos fornecedores, com ênfase na importância da otimização do fluxo de produtos e informações relacionadas.

Na essência, para uma cadeia de suprimentos alcançar seu nível máximo de eficácia e eficiência, o fluxo de materiais, o fluxo de dinheiro e o fluxo de informação por toda a cadeia devem ser gerenciados de maneira integrada, orientada para os objetivos de atendimento e custo. A visão de uma cadeia externa indica o caminho pelo qual o material, o dinheiro e a informação fluem entre as empresas que participam da cadeia. Fluxos similares normalmente ocorrem entre as funções que compreendem a cadeia interna. A próxima abordagem oferece uma visão geral de alguns dos assuntos envolvidos no gerenciamento desses fluxos de material, dinheiro e informação, com ênfase particular nesse último.

Gerenciamento do fluxo de materiais

Observando-se o fluxo de materiais (produtos e serviços) da fonte de materiais para o cliente final, nota-se observar que também existe um fluxo de materiais inverso, principalmente associado à devolução de produtos. A crescente importância da logística reversa nos últimos anos tem afiado o foco sobre o gerenciamento desses fluxos.

Por exemplo, “devolução” é o processo mais recentemente incorporado no modelo SCOR (Supply Chain Operations Reference, modelo de referência das operações da cadeia de suprimentos) do Supply Chain Council.

Grande parte da teoria da SCM tem sua origem no bem estabelecido campo da administração de materiais. A evolução da administração de materiais em vários sentidos espelha a evolução da SCM como um todo.

Por exemplo, o foco na redução de estoques da manufatura nos anos 1970 e 1980 se tornou parte integrante do campo mais amplo da administração de materiais nos anos 2000. A necessidade de abordagens mais integradas para a administração de materiais na cadeia de suprimentos teve maior ênfase nos anos 2000. Poderia ser dito que todo o campo da logística está fundamentalmente envolvido com a eficiente e efetiva administração do fluxo de materiais através das cadeias de suprimentos. Em qualquer evento, assegurar que os materiais certos estejam na parte certa da cadeia de suprimentos no momento certo continua sendo um elemento do campo da SCM.

Gerenciamento do fluxo de dinheiro

Numa cadeia de suprimentos, o dinheiro flui do cliente final de volta pela cadeia. O momento desse fluxo é crítico para assegurar que as empresas da cadeia de suprimentos mantenham a habilidade de atender seus compromissos de gastos operacionais. O ciclo do capital de giro é um modelo bem conhecido no campo da administração financeira e oferece uma representação útil dos fluxos financeiros numa cadeia de abastecimento.

Um indicador de desempenho usado dentro do modelo SCOR é o tempo do ciclo cash-to-cash. Isso é definido somando-se o número de dias de estoque em valor mantido ao número de dias de contas a receber menos o número de dias de contas a pagar. O resultado é um indicador do número de dias do capital de giro que está “imobilizado” na cadeia de suprimentos.

Gerenciamento do fluxo de informações

O fluxo de informações na cadeia de abastecimento é bidirecional. Pela perspectiva da SCM, pode-se dizer que o gerenciamento do fluxo de informações é a mais crítica das atividades descritas neste artigo. Isso porque o fluxo ou a movimentação de materiais e dinheiro geralmente é disparado por um movimento de informação associado. O efetivo gerenciamento do fluxo de materiais e dinheiro é atribuído ao efetivo gerenciamento do fluxo de informações relacionado. Portanto, não é surpresa que os últimos anos tenham sido de alto interesse nessa área. O efeito chicote é essencialmente o produto do mau gerenciamento da informação na cadeia de suprimentos e leva à necessidade de altos níveis de estoques. A conseqüência disso é que se os níveis de visibilidade da demanda são altos por toda a cadeia de suprimentos, então os níveis de estoques podem ser reduzidos. Como observamos a boa informação efetivamente se torna um substituto para os altos níveis de estoques.

Os últimos anos também têm passado por rápidos desenvolvimentos nas tecnologias usadas para facilitar a SCM. Uma sistemática de soluções tecnológicas para a cadeia de suprimentos que identifica quatro categorias primárias, conforme segue, pode ser considerada:

  1. Destacar soluções: usada para apoiar a execução de um elo na cadeia, por exemplo, sistemas de gerenciamento do armazém ou WMS (warehouse management system).
  2. Melhores soluções: em que duas ou mais soluções isoladas existentes são integradas, geralmente usando tecnologia da informação.
  3. Soluções baseada na lógica do planejamento dos recursos empresariais (ERP, enterprise resources planning): essas soluções tentam integrar todos os departamentos e funções de uma empresa num único sistema de informática que possa atender a todas as necessidades particularidades desses diferentes departamentos.
  4. Soluções referentes ao compartilhamento de informações: processos entre os parceiros ao longo da cadeia de suprimentos usando o suporte tecnológico do ERP.

A passagem de soluções pontuais para soluções empresariais de várias formas reflete a mudança de orientações gerenciais de internas e funcionais para externas e de processos nos últimos anos. Outras tecnologias, em particular o intercâmbio eletrônico de dados (EDI, Eletronic Data Interchange) e a internet, permitiram que parceiros da cadeia de suprimentos usassem dados comuns. Isso agiliza a cadeia de suprimentos, pois as empresas podem operar baseadas na demanda real, em vez de ficarem dependentes da figura distorcida e com ruído que aparece quando os pedidos são transmitidos de um passo para outro numa cadeia estendida.

Fonte: Revista Logística & Supply Chain

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